sábado, 2 de fevereiro de 2013

POLÍTICA: O anticiclone


Compreendo o estado de espírito de Sérgio Lavos no blogue Arrastão, quando aborda as obscenas afirmações de Fernando Ulrich e a nomeação de um secretário de Estado com um passado mais que nebuloso nos negócios do BPN e os enquadra na conclusão de «eles estarem a ganhar» perante a nossa passividade:
a crise está a ser uma oportunidade irrepetível para testar a elasticidade moral do regime. Tudo se tenta: desde um Miguel Relvas perpetuando-se na sua cadeira para continuar a favorecer amigos em negócios, até ao primeiro-ministro mais demencialmente mitómano que já passou pelo Governo, tudo é, e será, possível. Este é um Governo que ostensivamente desrespeita e despreza a Constituição, a lei fundamental do país. Este é um Governo que fará tudo ao seu alcance, legal e ilegalmente, para derrotar o regime que conquistámos com o 25 de Abril. É um Governo de revanchistas, de reaccionários que pretendem o fim de todas as conquistas sociais que a democracia conseguiu. E nós estamos calmamente a assistir a tudo, como meros espectadores de uma tragédia. E agirmos apenas como espectadores, quando somos os principais prejudicados, ainda torna maior a tragédia.
Mas, na verdade, não estou assim tão pessimista perante este momento de aparente bonança.
Existe alguma dúvida quanto à formação de centros de altas pressões, cada vez mais intensos, que tenderão a deslocarem-se para este provisório marasmo? Seria descrer nas leis da Ciência. E estas costumam encontrar metafóricas similitudes, quando traduzem em acontecimentos sociais o que são os muito estudados fenómenos da Natureza!
É por isso que os ulrichs não tardarão a perceber que não aguentam não! E irão ser os únicos a sentir saudades deste tempo de pesadelo para a maioria dos portugueses...

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