domingo, 24 de fevereiro de 2013

TEATRO: «Monstranum'S» de Leila Toubel


Em Tunis a Primavera Árabe arrisca-se a cair num rigoroso inverno para as mulheres, que tinham usufruído anteriormente de condições de igualdade quase ímpares no Magreb. Por estes dias é a própria democracia, que está ameaçada pelo fascismo islâmico, que tanto tem ascendido na região graças ao apoio de uma maioria de líderes europeus convertidos em idiotas úteis incapazes de dissociarem os seus «princípios» dos efeitos perversos, que comportam quando levados ao absurdo. E que insistem em repetir, quando condenam Assad na Síria e não vêem que os opositores a tal regime são tanto ou mais sanguinários do que ele.
No fundo, a nível interno é a mesma idiotice que têm revelado Francisco Assis, Augusto Santos Silva ou António Costa, quando condenam as legítimas contestações que os relvas vêm merecendo.
Todos os combates pela liberdade sem quaisquer confusões com o seu aproveitamento por quem não a respeita nem merece (os relvas aqui, os salafistas e os irmãos muçulmanos nos países do Norte de África), merecem ser realçados e é por isso que,aqui referenciamos a luta diária da dramaturga e encenadora Leila Toubel. Ela e os seus atores e técnicos desenvolvem um árduo esforço quotidiano com arte militante destinada a impedir que a Revolução seja pervertida em favor de quem a quer converter numa nova ditadura ainda mais obscurantista, que a de Ben Ali.
«Monstranum'S» é a peça em cena no teatro de Tunis e vê-la constitui para os seus espectadores um verdadeiro ato de cidadania.

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