sábado, 16 de fevereiro de 2013

ARTE: «A Visão de Ezequiel» de Rafael (c. 1518)


É uma estranha imagem de Deus a descer numa nuvem de bestas apocalíticas. Por baixo dela existe uma paisagem infinitesimal com um Ezequiel minúsculo em primeiro plano transfigurado por um feixe de luz celestial.
O rio indolente recua até uma profundidade infinita no meio de íngremes colinas repletas de floresta.
O quadro leva-nos num voo estonteante pelo vale do Tibre acima até ao coração verdejante da Úmbria e à estrada que ainda liga cidades agitadas como Florença ou Perugia.
Trata-se de uma visão evocativa da omnipresença da natureza, da profundidade da perspetiva e do olhar imperioso do artista, mas tudo contido na margem inferior de um quadro que está tomado, na sua maior parte, por uma visão celestial bizarra e totalmente sobrenatural.
(adptd. de texto de Ingrid D. Rowland, DN, 9/2/2013)

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