quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

LITERATURA: Na morte de Jakob Arjouni


Jakob Arjouni tinha apenas vinte anos, quando criou um personagem atípico, que poria a crítica e os leitores completamente rendidos. Kemal Kayankaya era um detetive privado de bigodinho, bastante banal e grosseiro, com uma propensão para os whiskies, os cafés e as cigarradas. Em suma, um simpático anti-herói., que atua sobretudo no bairro da estação ferroviária de Frankfurt aonde encontra uns quantos alemães preconceituosos face a alguém da sua condição.
E, no entanto, Kemal Kayankaya não é mais turco do que Jakob Arjouni. O autor assumira o apelido da sua esposa marroquina e sempre seria doravante considerado um estrangeiro. O que decerto sempre o terá divertido.
Filho do dramaturgo Hans Günter Michelsen, Jakob Arjouni nasceu em Frankfurt em 1964. Aos nove anos frequentou uma escola reputada pelo seu ensino alternativo e viveu depois em Berlim e em Montpellier.
Apesar de nem todas as suas obras sejam convincentes, Jakob Arjouni foi um escritor importante na Alemanha recente até ter falecido, vitimado pelo cancro, em Janeiro passado, quando apenas contava 48 anos.

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