quarta-feira, 3 de outubro de 2012

LIVRO: «Chaos Brûlant» de Stéphane Zagdanski


O episódio ocorrido com Dominique Strauss-Kahn e com a empregada de limpeza do Sofitel de Nova Iorque continua a alimentar o imaginário de muita gente, sendo perfeitamente natural a opção de um escritor francês relativamente conhecido - Stéphane Zagdanski - por o romancear. E, para o efeito, ele investigou a fundo a história pessoal do antigo homem forte do FMI. 
É assim que uma das maiores curiosidades de «Chaos Brûlant» tem a ver com um episódio ocorrido quando ele era ainda uma criança.  
Explica ele ao «Nouvel Observateur»: A 29 de fevereiro de 1960 toda a cidade de Agadir ficou destruída em segundos, deixando 12 mil mortos, mas ele e a família sobrevivem. Penso que este sismo serviu para, simultaneamente, destrui-lo e ressuscita-lo. Desde então, ele só pensa em ter prazer e em fugir. Ao mesmo tempo é atraído pelo sismo. Na sua carreira, de cada vez que ele chega ao topo, tudo rui a seus pés. E de cada vez ele recupera … para voltar a mergulhar novamente. Mesmo a sua libido é cataclísmica. E é por isso que ele é tão competente em situações de cataclismo real: na catástrofe haitiana ele conseguiu milagres desbloqueando milhões em poucas horas.
Uma visão curiosa e alternativa de um caso, que depressa caiu em interpretações estereotipadas.

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