sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A centralidade do PS no espectro político nacional

1. Uma das evidências, que o Partido Socialista precisa de inculcar na mente dos eleitores é o facto de, ao contrário do pretendido pelos partidos da ainda maioria e pela generalidade dos telejornais, não ter virado à esquerda no seu recente Congresso.
Quem for minimamente honesto terá de reconhecer o facto de o PS continuar a defender os seus princípios de sempre contra a deriva radical da direita para o ideário económico dos seus gurus mais extremistas. Não terá sido, pois, o PS a afasta-se do centro do espectro político, mas o PSD e o CDS a penderem resolutamente para a ponta extrema da direita.
Por isso mesmo quando paulo portas anda a defender a recuperação dos feriados como estratégia de ocupação de um espaço entre o PS e o PSD, bem pode vir de carrinho… ou num dos seus ainda bem mais adorados submarinos! É que, a todo o momento quer ele quer os seus deputados na Assembleia  denunciam-se como se verificou ontem com nuno magalhães a congratular-se com a queda do governo socialista sueco pela conjunção de forças da direita com a extrema-direita racista desse país escandinavo!
Anteontem ao falar no Plenário Vieira da Silva insistiu nessa ideia de consolidação do espaço político ocupado pelo partido: “O desafio do PS não nos desloca do nosso espaço, não nos esquerdiza nem radicaliza. Estamos onde sempre estivemos: no espaço da liberdade e da justiça, no espaço da radicalidade da defesa da dignidade humana e da igualdade”.
E um bom exemplo desse posicionamento estava precisamente em discussão nessa altura: a abstrusa ideia do «quociente familiar», que beneficia bastante mais as famílias abonadas do que as de rendimentos mais baixos e com o mesmo número de filhos.
2. Um outro bom exemplo de como existe um Partido em consonância com os anseios da maioria dos portugueses e uma direita apenas orientada para os mais ricos, é o do direito à saúde.
Recentemente pôde-se comprovar, mediante o caso dos vitimados com a bactéria da legionella, que em situações de maior gravidade e de emergência não são as instituições privadas a surgirem como solução, mas os hospitais públicos. Por isso mesmo, ainda que empurrados indecentemente para esse indecoroso negócio dos seguros de acesso aos hospitais e clínicas privadas, os portugueses anseiam por um Serviço Nacional de Saúde muito mais eficiente.
E, no entanto, um estudo agora conhecido demonstra que estão a gastar cada vez mais dinheiro para cuidarem de si mesmos. O governo de passos coelho reduziu os custos com a saúde para uma percentagem do PIB, que equivaleu à de 2005. O que paulo macedo tratou de cortar explica que em 2012,, enquanto cada cidadão da União Europeia gastou 2,9% dos seus rendimentos com bens e serviços de saúde, o português foi forçado a despender quase o dobro: 4,7%.
Precisa-se urgentemente de outro governo e de outra política!


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