domingo, 1 de outubro de 2017

Votar para prosseguir na dinâmica de transformação desta realidade

Hoje vota-se aqui e na Catalunha. E os resultados, em ambos os casos, comportarão efeitos mais a longo prazo do que no imediato. Porque existem dinâmicas, que estão a manifestar-se, mas cujos impactos só criarão mudanças, quando desequilibrarem de vez  as paridades que subsistem.
Quem poderá ainda alimentar dúvidas sobre a inevitabilidade da vitória catalã depois da forma desajeitada como Rajoy lidou com o problema? Se chegámos a este dia com uma relativa partição igual entre os que pretendiam e os que rejeitavam a independência, a ocupação castelhana terá feito mudar de campo, quem ainda acreditava numa Espanha plurinacional. E, para os que veem nesta dinâmica apenas a vontade de povos mais ricos não pagarem os «luxos» dos mais pobres, é melhor pensarem, porque só 74 anos depois de Portugal ter concretizado a Restauração do seu Estado é que as forças militares castelhanas conseguiram sujeitar a nação rebelde a mais uma longa submissão.
Liberdade de expressão, respeito pelo direito à autodeterminação dos povos, Democracia efetiva e não apenas formal - eis o que o herdeiro de Franco pretende sonegar ao povo rebelde. E a História mostra como costumam acabar estas crises: ou com o esmagamento violento dos revoltados ou com a sua vitória. Ora, numa Europa ainda apostada em dizer-se democrática, a primeira alternativa está rapidamente a impossibilitar-se.
Entre nós a votação não vai pôr nada em causa na maioria parlamentar, mas condicionará seriamente as direitas. Uma liderança legitimar-se-á, a outra confirmará o inevitável declínio. O velho sonho do partido mais pequeno dessa área política sobrepor-se em importância ao putativo aliado, mas também rival, ganhará súbito interesse nos meses que virão. Não será difícil crer que as batalhas dentro das direitas serão bem mais acesas do que entre as esquerdas. O que alicerça a confiança num longo ciclo político orientado para transformações sociais e económicas capazes de reduzirem as obscenas desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres. Alie-se a competência na governação à convergência de valores ditados pela mesma matriz ideológica e poderá aqui criar-se um modelo progressista de sucesso a ser replicado noutras coordenadas geográficas.
Haverá, porém, não incorrer em excessos de confiança: custa muito esforço construir, mas deitar tudo a perder é questão de breve e trágica inabilidade. Os riscos são muitos, tanto mais que coisas esdrúxulas - racismo, xenofobia, sexismo, etc. - ganham relevância em quem está apostado no uso de tais armas como alternativa à incompetência dos seus mais apresentáveis paladinos. O que obriga as forças políticas a incrementarem a proximidade com os cidadãos, desafiando-lhes as inércias de alienação, com que as televisões, as igrejas, os futebóis, os tentam neutralizar.
Sendo um domingo em que importa o exercício do voto, não se pode esquecer que a Democracia está longe de se esgotar nele. A Política com maiúscula tem de ser exigência para amanhã, e depois, e depois, porque se Deus permitiu-se descansar ao sétimo dia, em quem pretende uma sociedade mais justa e próspera não há trégua, que se justifique. 

1 comentário:

  1. É A LIBERDADE QUE ESTÁ EM CAUSA: é preciso dizer não aos hitlerianos que não suportam a existência de outros; leia-se: SEPARATISMO-50-50.
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    Explicando melhor:
    ---»»» Todos Diferentes, Todos Iguais... ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta -» inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
    -» Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
    -» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
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    Nota 1: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição 'nativo', do que a sua condição 'globalization-lover'.
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    Nota 2: É preciso dizer NÃO à democracia-hitleriana; isto é, ou seja, é preciso dizer não àqueles que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros.
    [obs: nazi não é ser alto e louro, blá, blá... mas sim, a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros]
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    NACIONALISTAS EUROPEUS: Retirem as palas de burro que têm enfiadas na cabeça!
    Leia-se: reconheçam que o problema é global: QUALQUER POVO AUTÓCTONE do planeta que queira ter o SEU espaço no planeta, que queira sobreviver pacatamente no planeta, que queira prosperar ao SEU RITMO... corre sérios riscos de levar com um genocídio em cima!
    Um exemplo: em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras... muitas das quais para serem vendidas posteriormente a multinacionais (uma obs: é imenso o património no Brasil que tem estado a ser vendido à alta finança).
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    É NECESSÁRIO MOBILIZAR RESISTENTES AUTÓCTONES DO PLANETA PARA O SEPARATISMO!
    (manifesto em divulgação, ajuda a divulgar - é necessário um activismo global)
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    UM PROBLEMA GLOBAL -» mercenários (ao serviço da alta finança), aspirantes (a donos-disto-tudo) e penduras (lambe-botas) estão impregnados de hitlerianismo: não suportam a existência de outros!
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    Os MERCENÁRIOS ao serviço da alta finança (capital global) trabalham para a eliminação de fronteiras: a alta finança ambiciona terraplanar as Identidades, dividir/dissolver as Nações para reinar...
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    Os mercenários gostam de evocar (como se tal fosse o único valor existente no planeta) que o SEPARATISMO vai provocar problemas económicos.
    Na sua cegueira anti-Trump (tocou no tema-tabu -» fronteiras), os mercenários chegaram ao ponto de andar a evocar a imigração para a América... quer dizer, ao mesmo tempo que eles andam por aí a acusar povos de deixarem 'pegada ecológica' no planeta, em simultâneo, os mercenários revelam um COMPLETO DESPREZO pelo holocausto massivo cometido sobre povos nativos na América do Norte, na América do Sul, na Austrália, que (apesar de serem economicamente pouco rentáveis) tiveram o «desplante»... de quererem ter o seu espaço no planeta, de quererem sobreviver pacatamente no planeta, de quererem prosperar ao seu ritmo.
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    ASPIRANTES: pessoal dotado de uma elevada taxa demográfica... ambiciona/aspira ser dono-disto-tudo.
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    PENDURAS: na Europa existem muitas comunidades nativas penduras -» não trabalham para a sustentabilidade da sociedade (média de 2.1 filhos por mulher)... penduram-se na boa produção demográfica de outros!
    [e mais, os penduras ao mesmo tempo que são contra a repressão dos Direitos das mulheres, em simultâneo, são uns lambe-botas da boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como 'úteros ambulantes' - exemplo: islâmicos]
    {Os penduras são uns lambe-botas dos aspirantes a donos-disto-tudo e da alta finança}


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