sexta-feira, 20 de outubro de 2017

E porque não deveria acreditar?

O texto abaixo é da autoria de Manuel Maria Matos, que o inseriu como comentário ao que intitulara «Eu continuo a confiar, e muito!». Trago-o à página à página principal porque, estou tão de acordo com o seu conteúdo, que o subscrevo na íntegra.
E porque não deveria acreditar?. Por causa de um discurso (ou melhor, um arrazoado de palavras) patético! Morreram cem pessoas que creio, não deve haver ninguém que não lamente a sua morte, mas isso não é razão para um Presidente de um país, o mais alto magistrado, demagogicamente aproveitar a situação para lançar farpas ao governo. Interrogo-me, como reagiria o presidente se o país estivesse em guerra ou sofresse um cataclismo de milhar de mortos.
Um presidente tem que ter uma serenidade acima dos conflitos e ser capaz de passar essa mensagem elevando o moral das pessoas em sofrimento e não, como fez, pondo-se a choramingar ante uma situação menos boa. E isto, dando de barato que o Presidente agiu de boa fé, comovido, perturbado. Só que o Presidente é um político que já nos habituou a muitos malabarismos.
Mas o que gostaria aqui de realçar é que por mais que o Presidente goste ou não goste do governo, tem pouco valor a sua opinião. O que verdadeiramente interessa é a geringonça manter-se unida e dar uma resposta cabal às forças reacionárias que o pretendem derrotar.
Agora que o Presidente deixou cair a máscara e mostrou ser o velho Marcelo dos comentários ácidos acerca de qualquer governo que não fosse PSD, é tempo de mostrar na Assembleia uma coesão a toda a prova, dando uma bofetada com luva na moção da rapariguita e da qual o Presidente, mostrando uma parcialidade inequívoca, se tornou padrinho.
Fica uma palavra de agradecimento ao autor por me possibilitar a utilização das suas palavras numa altura em que todas elas são poucas para reiterar o apoio ao Governo e a crítica a um Presidente cuja máscara caiu a partir do momento em que demonstrou só representar os que se identificam com quem contesta a atual maioria parlamentar. 

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