quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Quanto pior melhor?


Que chatice!, terão pensado os corifeus, que comandam os diversos coros sintonizados em cantilenas mediáticas contra o governo. Estava o verão a compor-se graças ao esforço dos incendiários, possibilitando a saída da toca dos predadores em forma de «especialistas» a multiplicarem-se pelos telejornais, quando caiu nas redações a notícia do inesperado aumento do Produto Interno Bruto, acima da média europeia com a qual continuamos a convergir.
Tivesse havido uma estagnação, senão mesmo um recuo no crescimento, e não faltariam vozes tonitruantes a anunciarem o fim do estado de graça usufruído pelo governo. Assunção Cristas acreditaria ver chegado o seu amanhã cantante, fiada na cumplicidade dúctil de Santana e na tolhida impotência do cinzento Rio. Os números arrefeceram-lhes - uma vez mais! - os anseios.
O crescimento do PIB interliga-se com o do aumento do emprego, o valor máximo da confiança dos consumidores desde que o indicador existe, e o do crescimento do consumo privado. Virando costas ao desânimo dos anos entroikados, os portugueses olham o futuro na expetativa de nele encontrarem uma qualidade de vida mais próxima das suas aspirações,. Por isso desprezam os que lhes prometem desgraças horrendas e os incitam a regressarem à conduta de pobrezinhos e com muito respeitinho pelas elites, tal como lhes exigiam Salazar e os seus subsequentes acólitos. Os que espumam de raiva quando ouvem António Costa insurgir-se contra os rendimentos obscenos dos administradores das principais empresas são obrigados a ingerirem doses acrescidas de valium para suportarem a conjuntura desfavorável aos seus interesses. Marcelo poderia servir-lhes de Santa Bárbara, mas as suas selfies e abraços são tíbio para-raios.
Entre a mentira descarada e a manipulação da realidade os suspeitos do costume não desistem de prosseguir no permanente esforço de demolirem a imagem positiva do governo. Vão fracassando, porque os alicerces são sólidos e não se deixam abanar por tão fracos abanões. Mas o contexto não se compadece com distrações, sobretudo quando sindicatos que se revelaram tão passivos nos cinco anos do governo anterior, revelam intenções aguerridas, que só podemos compreender por os sabermos ao serviço, não dos associados que vão fazendo os possíveis por arregimentar, mas dos que atuam segundo a regra do quanto pior melhor!

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