domingo, 26 de agosto de 2018

Rápida ascensão para abrupta queda

Nunca tive admiração por nenhum dos que os jornais e televisões apresentaram como génios dos negócios nos últimos anos, porque ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias. Bill Gates, Steve Jobs Mark Zuckerberg, ou, mais recentemente, Elon Musk, repetem os méritos, mas sobretudo os defeitos dos que, há um século, também eram promovidos como homens muito ricos, mas denotavam um comportamento crapuloso no relacionamento com quantos exploravam Existissem greves, que o incomodassem, e era imediata a reação dos Edisons, Fords ou Rockfellers em recorrerem a milícias armadas, que não hesitavam em matar os líderes dos revoltosos.
Musk sempre teve resultados financeiros medíocres, senão mesmo muito maus, nas suas empresas. A imprensa tem-no, porém, enaltecido, seja a pretexto dos carros elétricos, dos novos foguetões espaciais ou dos túneis com que pretende aliviar os fluxos de tráfico nas cidades. Quando se tratou de apoiar um candidato presidencial à Casa Branca alinhou ao lado de Donald Trump, que o nomeou seu conselheiro.
As últimas semanas têm-lhe sido tenebrosas com o risco de falência a tornar-se mais palpável. De empresa muito importante na Bolsa de Valores, a Tesla arrisca-se a converter-se em mais um daqueles fracassos, que se vão repetindo sem que os mercados aprendam as lições dos anteriores.
Há quem agora aposte na forte possibilidade dessa queda definitiva para, na compra e venda de ações, ganhar lautas fortunas. Quando essa inevitabilidade se confirmar  Musk será recordado como um daqueles génios do marketing, que andou anos a convencer os incautos das virtudes dos seus produtos, e afinal incapaz de satisfazer minimamente as altas perspetivas, que lhes terá criado...

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