quarta-feira, 22 de agosto de 2018

E pur si muove - 22 de agosto de 2018


1. A dois meses do processo de escolha do novo procurador-Geral da República, o Ventinhas que lidera o sindicato dos magistrados revela-se nervoso, porque não tem garantido que seja um seu apaniguado a ser bafejado com a escolha do governo e a bênção de Marcelo. A realidade política atual não corre de feição a quem tem feito da instituição um centro de contrapoder contra o Partido Socialista recorrendo aos jornais para avançar teorias, que depois não consegue demonstrar como sendo verdadeiras. Fica a suspeição, que é parte importante do objetivo, mas não suficiente para devolver o poder às direitas, que têm visto os seus casos de corrupção passearem alegremente até à prescrição, sem que os seus autores cheguem a conhecer - salvo raríssimas exceções - o opróbrio da prisão.
2. Sem qualquer sentido de pudor Assunção Cristas andou ontem a fazer campanha contra o governo nos comboios da Linha do Oeste, que até poderiam já nem existir se se tivesse concretizado a intenção do Executivo de que fez parte em extingui-los.  Não consta que tenha havido quem lho lembrasse com a «assertividade», que a situação careceria.
3. Prossegue a contínua redução dos inscritos nos centros de emprego, sendo comparativamente menos 20% do que em julho do ano passado. Ao mesmo tempo, e continuando na lista das boas notícias para o governo, o Banco de Portugal reconheceu um crescimento de  13,9% nas receitas das atividades turísticas no primeiro semestre.
4. Nas novidades da cena política internacional avulta a intenção do governo socialista espanhol em contornar a oposição da família do ditador Franco à exumação das suas ossadas do sinistro Vale dos Caídos e o isolamento acrescido de Trump, a quem o anterior advogado atribuiu responsabilidades em situações ilícitas, que podem justificar o lançamento do processo de impugnação. Na Ásia a ilha de Taiwan vai sentindo um isolamento internacional cada vez mais notório com El Salvador a juntar-se a outros cinco países que, nos últimos dois anos, romperam ligações com o seu governo e passaram a reconhecer a legitimidade da pretensão de Pequim em recuperar a soberania sobre todo o território chinês.

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