quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Não é o país das maravilhas, mas para lá vamos evoluindo!


Teresa Lago assumiu agora o cargo de secretária-geral da União Astronómica Internacional, a maior organização mundial dessa área da investigação e conhecimento. Trata-se da consagração de um percurso científico exemplar, que muito contribuiu para que, com a nunca por demais elogiada tutela de Mariano Gago, tenhamos passado de uma situação em que existiam três astrónomos profissionais em 1986 para mais de duas centenas atuais, muitos dos quais vinculados a algumas das mais importantes instituições mundiais envolvidas na prospeção do espaço galáctico.
Acentue-se o facto de tais saltos científicos terem sido dados em grande parte, quando era o Partido Socialista a governar, porque a visão economicista das direitas cavaquistas ou passistas, sempre primou por subestimar as áreas do conhecimento comparativamente com as que pudessem significar, na sua ótica, um retorno mais imediato e a contento das grandes empresas de que eram obsequiosas marionetas.
Essa mesma preocupação em atrair quem possui habilitações, que tanta falta fazem ao país para potenciarem uma economia desenvolvida, e não a assente em mão-de-obra barata e desqualificada, que era o sonho de Passos Coelho, explica a proposta do governo relativamente à facilitação do regresso aos que foram instados a sobreviver noutras latitudes e longitudes, porque quem aqui mandava considerava-os dispensáveis.
Os números oficiais mostram bem a evolução desse fluxo emigratório, que deveria ter envergonhado quem o suscitou: entre 2011 e 2015 quinhentos e oitenta mil portugueses foram empurrados para o exterior, num ritmo que teve o seu pico em 2014 em que saíram 134 mil. Se esse fluxo ainda não foi estancado, já que a dinâmica nesse sentido custa a travar, tem-se desacelerado significativa e continuamente, já só atingindo 81 mil em 2016, quando os efeitos positivos da governação atual ainda estavam a começar a fazer sentido. Explica-se assim o silêncio comprometedor com que as direitas abordam estes assuntos. Ademais, em 2017, o saldo entre os que saíram e os que regressaram pendeu significativamente para o lado destes últimos, atraídos pela retoma económica e redução significativa da taxa de desemprego.
É claro que não estamos no país das maravilhas, que só Assunção Cristas diz existir na cabeça do primeiro-ministro (mas a credibilidade dessa mentirosa contumaz ainda vale mais do que meio-tostão furado?) - basta atentarmos na denúncia do PCP quanto a estarem a ser desviados mais de 3 mil milhões de euros por ano do Serviço Nacional de Saúde para grupos empresariais privados só à conta das  convenções, PPP’s e subsistemas públicos! - mas tendo em conta o desespero, de previamente derrotado, hoje manifestado por João Miguel Tavares na última página do «Público», chegando a «elogiar» António Costa para ver se ele mantém Joana Marques Vidal no seu privativo tacho, até na área da Justiça as coisas só tendem a melhorar...

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