quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Breve exercício de memória insatisfeita


Só para relembrar alguns assuntos em que a nossa comunicação social não mostra o devido afã na investigação para nos esclarecer as dúvidas sobre o que todos eles nos sucitam:
- os subornos relativos à compra dos submarinos;
- a fraude de 6,7 milhões de euros atribuídos por Miguel Relvas à Tecnoforma de Passos Coelho, que levou a União Europeia a exigir a correspondente restituição;
- o «esquecimento» da instituição liderada por Joana Marques Vidal, que admitiu investigar o caso anterior e deixou passar os prazos para o efeito;
- a forma estranha como Cavaco Silva e a filha compraram e depois venderam ações da Sociedade Lusa de Negócios, conseguindo um significativo retorno do investimento;
- o esquecimento em que parece ter caído tudo quanto teve a ver com as sucessivas falências do BPN, do BPP, do Banif e do BES, mormente o extravio de 3 mil milhões de euros neste último depois de ter sido decidida a sua resolução.
Seria tão interessante que os nossos jornalistas conseguissem aclarar as nuvens espessas e escuras, que nos impediram de compreender mais aprofundadamente o que aconteceu em cada um desses casos e quem e quanto com eles lucrou..
Conseguissem esse feito e por certo ajudariam a superar a crise financeira por que passa grande parte da comunicação social, tão significativas seriam as audiências dos telejornais e o aumento da tiragem dos jornais e revistas. Como continuam a investir tempo e espaço mediático com noticiazinhas da treta, andam condenados a ver falirem, um a um, os títulos em que trabalham.

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