segunda-feira, 30 de abril de 2018

Os indicadores do desemprego e algumas mentes obsoletas


Não é que a qualidade e durabilidade dos contratos corresponda inteiramente ao nosso contentamento, mas o facto de a taxa de desemprego ter descido em março para 7,4%, igualando a realidade vivida em abril de 2004, é caso para celebrar enquanto sucesso de uma política, que as direitas diziam condenadas a dar os resultados opostos, e afinal evoluem no sentido que descoroçoará os camilos e os zégomes, os vieirapereiras e os  césaresdasneves.
Estes mamíferos até terão dificuldades em cumprir uma das principais incumbências atribuídas aos economistas: explicarem porque terão falhado tão calamitosamente nas suas previsões.  É que a formatação das suas meninges tem-se revelado tão básica, que nela não cabem modelos analíticos - mormente marxistas! -, que pudessem apoiá-los em tão incontornável tarefa.
Precisariam por certo de uma atualização tipo premium, mas o seu hardware mental revela-se tão obsoleto, que já não se revela compatível com as as versões. Deveriam ser dados como descontinuados e destinados a um qualquer caixote de lixo, sem hipótese de reciclagem. É que quando um produto é mau, só causa ruído desnecessário num mercado de ideias, que as exigirá mais lúcidas e desprovidas dos preconceitos ideológicos de que se mostraram indissociáveis.

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