terça-feira, 24 de julho de 2018

Os fogos na Grécia e na Suécia como reflexos de crimes contra a Humanidade


A tragédia causada pelos incêndios na Grécia e, em escala menor, na Suécia, vêm confirmar o que sempre se soube, mas as direitas e Marcelo Rebelo de Sousa quiseram ignorar relativamente ao sucedido no ano passado entre nós, quando, implícita ou explicitamente, quiseram responsabilizar o governo de António Costa pela dimensão do sucedido: em determinadas condições atmosféricas o deflagrar de um fogo implica a impossibilidade quase imediata de o controlar com forte possibilidade de perda de vidas humanas. Por isso resta procurar resgatá-las tão rapidamente quanto possível das áreas para onde os fortes ventos tendem a empurrar as chamas, enquanto se adotam medidas de contenção, que só com a conjugação de muitos esforços se conseguem tornar eficientes.
No caso da Grécia também surgem fortes suspeitas de fogos postos por quem aproveita as elevadas temperaturas, os ventos intensos e os baixos teores de humidade para provocar a ignição dos materiais combustíveis e, a seguir, reclamar contra a incapacidade do Estado em defender os cidadãos. Não será por acaso que, quer em Portugal, quer na Grécia, estão no poder governos de esquerda, que as direitas logo zurzem como se, elas próprias, nas mesmas circunstâncias, pudessem fazer melhor. Mas não se livram da suspeita de estarem na origem de tragédias de que logo se aproveitam oportunisticamente sem qualquer pudor.
Associando estes casos às elevadas temperaturas no Japão, causadoras igualmente de muitos mortos, vão-se repetindo os avisos do planeta quanto à degradação dos fatores de sustentabilidade da existência humana, que justificariam estratégias políticas mais consequentes do que as definidas no Acordo de Paris firmado em 2015. Daí que o comportamento de Trump e de quem insiste em negar as alterações climáticas, assuma a condição de crime contra a Humanidade merecedor de severa punição. 

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