domingo, 24 de setembro de 2017

A especialização do «Expresso» em “fake news”

Está a tornar-se frequente a publicação de “fake news” no «Expresso» destinadas a criar factos políticos, que se aguentam com a duração de um fosforo, mas capazes de suscitarem, durante algumas horas, a emissão de declarações enfáticas de Passos Coelho e Assunção Cristas e alguns entusiasmos momentâneos nos pivots dos telejornais.
Há uns meses foi o célebre pronunciamento, que incluiria a entrega de espadas a Marcelo Rebelo de Sousa e chegou a iludir quem tinha a responsabilidade de manter a cabeça lúcida e adivinhar a efetiva dimensão do caso: apenas um par de militares no ativo, despeitados por verem frustradas as suas ambições de carreira, e outros tantos na reforma, que lhes serviam de altifalante.
Se quisesse aprender a lição, o semanário de Balsemão mostraria maior prudência quando alguém, possivelmente relacionado com o mesmo grupo de estarolas lhe aparecesse com esta arrevesada notícia de um relatório secreto já desmentido por quem tinha autoridade e legitimidade para o produzir.
Noite adentro o «Expresso» tem procurado corrigir o tiro sem qualquer sucesso. Posto em xeque na praça pública, sofre mais um rombo na já depauperada credibilidade sem paliativo, que o impeça de aprofundar o sério risco de afundamento.
Balsemão, que tanto criticou as redes sociais por falta de seriedade no que nelas se publicam personifica o ditado de pela boca morrer o peixe. É que se do «Correio da Manhã», do «Sol», do «Observador» ou do «i» não se espera outra coisa, que não seja esta permanente violação das mais básicas regras deontológicos do jornalismo, existem cada vez menos dúvidas da legítima integração do «Expresso» em tão comprometedora companhia.

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