sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Impresa: falida, mas teimosamente antigoverno.

Que o império da comunicação de Balsemão está a meter água por todos os lados assim confirmámos na semana em curso. Que a linha editorial da informação por ele ministrada na SIC ou no Expresso só tende a provocar a ira e a desafeição dos seus espetadores e leitores só faz compreender como, em vez de se orientar para lhes conquistar o favor, os seus responsáveis continuam a privilegiar os preconceitos ideológicos relacionados com um governo, que tudo fazem por desqualificar e sabotar.
Peguemos no exemplo do jornal digital desta quinta-feira. Quem é que tem direito a capa senão um imbecil em forma de suposto especialista em pediatria, cujos «conselhos» sempre execrei quer como pai, quer agora como avô. O que diz esse «cabeça-de-cartaz»? Que a polémica sobre os manuais de exercícios da Porto Editora não tem qualquer importância e seria mais próprio  da silly season. Homessa!? É questão de somenos, que se minimizem as meninas para sobrevalorizar os meninos? Como pai e avô de meninas sinto-me indignado com aqueles livros, que tendem a perenizar a subalternização feminina no nosso espaço coletivo. E só posso reiterar a classificação de imbecil, quem assim não vê a questão. Ademais, porque logo adiante cuida de subscrever os propósitos entretanto enunciados por essa outra aventesma, Henrique Monteiro, sobre o assunto.
Na outra manchete do dia o «Expresso» - a exemplo dos noticiários da SIC - dá um putativo direito de resposta à PT a respeito do que António Costa sobre ela dissera a respeito da sua responsabilidade nas falhas do Siresp. Entre o primeiro-ministro e uma empresa assumidamente ligada a comportamentos inaceitáveis a respeito da forma como se comporta com os seus trabalhadores, e que tem efetivas responsabilidades no sucedido, a desinformação do grupo Impresa atribui idêntico valor, como se eticamente pudessem equivaler-se. Por muito que desagrade aos seus muitos defensores - todos conotados com o governo anterior! - a Altice / PT/ Meo é das entidades que merece ampla condenação dos seus critérios de operação e de gestão A falência por ostracização dos que ainda têm a desdita de serem seus clientes deveria constituir um mero ato de justiça. Eu que tive com ela um prolongado diferendo por não ser aceite a rescisão de contrato de serviço telefónico por morte da minha mãe, com cobrança indevida e injustificada do mesmo durante sucessivos meses, sei do que falo ao aludir ao seu comportamento indecoroso.
Se o «Expresso» quisesse dar importância ao que, efetivamente, o teve no dia de ontem, bem poderia puxar para a capa a criminosa decisão do governo de Temer em acabar com uma reserva ecológica na Amazónia para aí dar azo ás negociatas dos que ali pretendem explorar os recursos mineiros. A destruição do pulmão, que o planeta tem na bacia do rio sul-americano constitui decisão com tão grave alcance que deveria merecer intensa campanha internacional de denúncia de tal tipo de política.

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