quinta-feira, 12 de maio de 2016

O governo a golear e os derrotados a fazerem-se desentendidos

Politicamente interessaram-me no dia de ontem dois assuntos de política interna: de manhã a audição a Tiago Brandão Rodrigues na Comissão Parlamentar de Educação, e à noite a entrevista na SIC com o primeiro-ministro.
Sobre o primeiro considerei patético o comportamento de terceiras figuras da bancada do PSD, que se julgaram enfim chegados à ribalta política com a interpelação a um ministro, que a direita e a imprensa com ela mancomunada têm querido menorizar.
Dois desses interpelantes nunca os conhecera nem mais gordos, nem mais magros. Quanto ao terceiro tenho-o visto algumas vezes na primeira fila da sua bancada em risos patetas próprios dos néscios sem remissão. Por isso mesmo era flagrante a diferença entre a sua mediocridade alarve e o comportamento sibilino do ministro, que procurava ser simpático, mas não podia esconder completamente a sobranceria com que os inteligentes têm necessariamente de olhar para os mentecaptos.
Quem eram eles na sua vulgaridade para se pretenderem interpelantes de um reputado cientista, que suspendeu a sua brilhante carreira de investigador em Cambridge para vir ajudar o seu país? Às vezes esta atitude dos anões mentais para se julgarem com uma estatura que não têm, consegue tirar-me do sério!
Já a entrevista de António Costa a José Gomes Ferreira foi o que esperava: por muito velhaco que consiga ser, o aspirante a “economista” da SIC não tem unhas para tocar tal guitarra. O primeiro-ministro fez dele gato sapato e desmontou uma a uma as rasteiras a pés juntos, que esforçadamente ele preparara.
O curioso é que, num e noutro caso, os derrotados procuraram corrigir depois do jogo as goleadas que tinham sofrido: o porta-voz dos deputados do PSD só viu nas respostas de Tiago Brandão Rodrigues “graçolas e piadolas”, que mais ninguém ouviu enquanto a SIC no jornal da meia-noite enfatizou o “reconhecimento” por António Costa de um plano B, que ele veementemente negou e como se a entrevista se tivesse cingido a esse momento muito curto.
Ao dar à SIC esta oportunidade António Costa lembrou-me Obama, que nunca teve qualquer receio em ir à Fox News defrontar cara-a-cara os trogloditas, que passavam o tempo a insultá-lo. É que o canal de Carnaxide está cada vez mais próximo do dos republicanos norte-americanos justificando a questão: na objetividade a que a licença de emissão a obriga estará a SIC efetivamente a cumpri-la?


3 comentários:

  1. O jota laranja que nunca fez nada na vida a não ser colar cartazes e abanar bandeiras é o mordomo do líder. Patético e ignorante! Há quem lhe chame doutor! Tem apenas o 12ºAno! E é esta gente que está na comissão de educação! Esse jota trauliteiro e ignorante é cá da parvónia e bem luta, juntamente com seu irmão, para que a autarquia vire laranja mas bem pode esperar sentado :)

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  2. escola pública obrigatória do estado a história
    2.2. Prússia
    Dificilmente é uma coincidência que o estado mais notoriamente despótico da Europa — a Prússia — tenha sido o primeiro a ter um sistema nacional de educação obrigatória, nem que a inspiração original, como vimos, tenha sido Lutero e sua doutrina de obediência ao absolutismo estatal. Como o senhor Twentyman colocou: "A interferência estatal na educação foi quase coincidente com a ascensão do estado prussiano".
    A educação alemã, assim como a maioria das outras instituições, foi completamente interrompida pela Guerra dos Trinta Anos, na primeira metade do século XVII. Com o término do conflito, no entanto, diversos governos estaduais se moveram para tornar obrigatório o comparecimento das crianças nas escolas, sob pena de multa e aprisionamento dos filhos. O primeiro passo foi dado por Gota em 1643, seguido por estados como Heildesheim em 1663, Prússia em 1669 e Calenberg em 1681[7].
    O estado da Prússia começou a ascender em poder e dominação no início do século XVIII conduzido pelo rei Frederico Guilherme I. Ele acreditava fervorosamente no despotismo patriarcal e na virtude do absolutismo monárquico. Uma de suas primeiras medidas foi aumentar o exército prussiano, fundado numa disciplina de ferro que se tornou famosa por toda Europa. Na administração civil, o rei Frederico Guilherme I forjou a máquina centralizadora do serviço público, que se tornou a famosa burocracia autocrática prussiana. No mundo comercial, o rei impôs restrições, regulações e subsídios no comércio e negócios.

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  3. escola pública obrigatória do estado a história
    2.2. Prússia
    Dificilmente é uma coincidência que o estado mais notoriamente despótico da Europa — a Prússia — tenha sido o primeiro a ter um sistema nacional de educação obrigatória, nem que a inspiração original, como vimos, tenha sido Lutero e sua doutrina de obediência ao absolutismo estatal. Como o senhor Twentyman colocou: "A interferência estatal na educação foi quase coincidente com a ascensão do estado prussiano".
    A educação alemã, assim como a maioria das outras instituições, foi completamente interrompida pela Guerra dos Trinta Anos, na primeira metade do século XVII. Com o término do conflito, no entanto, diversos governos estaduais se moveram para tornar obrigatório o comparecimento das crianças nas escolas, sob pena de multa e aprisionamento dos filhos. O primeiro passo foi dado por Gota em 1643, seguido por estados como Heildesheim em 1663, Prússia em 1669 e Calenberg em 1681[7].
    O estado da Prússia começou a ascender em poder e dominação no início do século XVIII conduzido pelo rei Frederico Guilherme I. Ele acreditava fervorosamente no despotismo patriarcal e na virtude do absolutismo monárquico. Uma de suas primeiras medidas foi aumentar o exército prussiano, fundado numa disciplina de ferro que se tornou famosa por toda Europa. Na administração civil, o rei Frederico Guilherme I forjou a máquina centralizadora do serviço público, que se tornou a famosa burocracia autocrática prussiana. No mundo comercial, o rei impôs restrições, regulações e subsídios no comércio e negócios.

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