quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Gente desesperadamente só
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Os mitos sobre o Médio Oriente
Alguns mitos do Médio Oriente
Da sua lenta leitura vale a pena aqui anotar algumas dessas mistificações porquanto elas nos impedem de uma perspectiva mais correcta sobre uma realidade, que nos pode atingir mesmo que de forma indirecta se se encaminhar para a agudização já tantas vezes ensaiada quer pelos falcões israelitas, quer pelos fundamentalistas islâmicos:
Todas as regiões, religiões e povos são, tal como os indivíduos, de certo modo únicos na sua origem e características, mas as características partilhadas com os outros são de uma escala incomparavelmente maior do que aquelas que nos distinguem. É por esta mesma razão que os estados, os povos e os demagogos de todos os quadrantes tanto se esforçam por exagerar a sua singularidade, bem como a dos seus inimigos. (pág. 21)
Moral da História: por muito que queiram demonstrar o contrário, israelitas e palestinianos têm muito mais em comum do que a dissociá-los. A começar pelo respectivo humor, que não é atributo exclusivo dos judeus: os povos do Médio oriente são os menos susceptíveis, mais capazes de se rirem dos seus governantes, dos seus vizinhos e de si mesmos, do que os habitantes de qualquer outra parte do mundo. (pág. 23)
Outro mito a refutar é a de imperar a barbárie naquela região: a história da Europa do século XX, bem como a brutalidade imposta por alguns dos dirigentes aos seus povos, ultrapassa em muito tudo o que podemos observar no Médio Oriente (pág. 26)
E essa superioridade bélica do Ocidente em relação ao Médio oriente mantém-se actual: nos tempos modernos não houve nenhum estado europeu que fizesse das boas relações com o mundo árabe ou muçulmano uma prioridade especial e todos tentaram tirar partido dele, territorial ou outro. (pág. 30)
Assim como a relação com os judeus por parte dos árabes: não restam quaisquer dúvidas de que o historial das atitudes das sociedades muçulmanas para com os judeus ao longo do último milénio é de longe mais positivo do que o da Europa, em particular no século XX. (pág., 35)
Mas os próprios judeus andam a alimentar-se de um mito sem fundamento: tal como o árabe, o nacionalismo e a religião hebraicos alimentam uma ficção linguística. A primeira objecção à ideia defendida pelos judeus nacionalistas de que estão a recuperar a língua hebraica é que, muito antes da destruição do Segundo Templo e da dispersão dos judeus em 70 a.C., o hebraico já tinha desaparecido enquanto língua falada na Palestina, onde foi substituído pelo aramaico, uma língua semita aparentada e que era falada por Jesus Cristo; esta língua sobrevive até hoje em algumas aldeias da Síria, a leste de Damasco.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Atrás de tempos, tempos virão!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Desemprego e apoios estúpidos a islamistas
Filme: DE GARIBALDI À BERLUSCONI DE ENRICO CERASUELO (2011) - cont.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Loucura à solta
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Filme: DE GARIBALDI À BERLUSCONI DE ENRICO CERASUELO (2011)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Uma série documental desonesta sobre a queda dos regimes comunistas
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Tempos duros para a democracia
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Tankers en plein ciel 2/5 727 Transafrik / Air Gemini
Documentário:
TANQUES NO CÉU
de Bertrand Schmit (2003)
O filme já tem uns anos e perdeu alguma da sua actualidade, mas, para além de relatar as fases mais relevantes da história angolana nos últimos quarenta anos, mostra como surgiram companhias aéreas com aparelhos obsoletos, destinados a prover de alimentos e combustível as minas espelhadas pelo território.
Embora perigosa, essa actividade foi intensa durante a guerra civil por existirem muitas cidades e minas cercadas pelos inimigos da Unita e a via aérea constituir a única possível para tal logística. O comandante João Amaral, que protagoniza o documentário terá perdido, então, o seu idealismo militante pró-MPLA para trabalhar exclusivamente para o seu interesse...
A morte de Savimbi pôs fim a esse negócio extremamente rentável, logo reciclado em transporte de passageiros. Mas o documentário tem o interesse de ver quão precária é a segurança aérea em Angola com pistas cheias de buracos e aviões, que deveriam estar demolidos há muitos anos...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Uma estratégia intencional
sábado, 21 de janeiro de 2012
Prêt à jeter - 2011/02/15 - Arte
Dia 24/1 na arte às 19.35
PRÊT À JETER
de Cosima Dannoritzer (2010)
Nos países ocidentais, confrontamo-nos com os produtos de baixa qualidade cuja substituição se torna frequente. Pelo contrário no Gana cresce a exasperação com os resíduos informáticos desembarcados em contentores.
Este aberrante modelo de crescimento, que incita a produzir sempre mais e a deitar fora não data de agora: na década de vinte do século transacto, foi criado um conceito temível, o da obsolescência programada.
«Um produto que não se gaste é uma tragédia para os negócios», lia-se em 1928 numa revista especializada.
Pouco a pouco, os engenheiros foram coagidos a criar produtos de desgaste rápido para aumentar os níveis de consumo.
«Nessa época, o desenvolvimento sustentável não figurava como prioridade.» recorda Warner Phillips, bisneto dos fundadores da marca com o mesmo nome. Mas, numa altura em que se vão esgotando os recursos do planeta, ainda nada mudou. «A lógica continua a ser a de crescer por crescer!», anota Serge Latouche, professor de economia em Paris.
Rodado em França, na Alemanha, em Espanha, no Gana e nos EUA e contando com riquíssimas imagens de arquivo e entrevistas e tendo por fio condutor o teste de uma impressora, esta demonstração minuciosa busca diversos exemplos de obsolescência programada e as suas repercussões.
Em causa, igualmente, outros modelos económicos: do decrescimento defendido por Latouche até à reciclagem intensiva a nível industrial. temos, assim, uma investigação interessante, justificativa de aprofundada reflexão.