segunda-feira, 7 de maio de 2018

Olhar com otimismo para o futuro


Este é o mês da comemoração dos cinquenta anos passados sobre a forte contestação estudantil e operária em Paris, que deu a esse maio de 1968 uma fortíssima carga simbólica, quanto à possibilidade de apressar a transformação das nossas sociedades, tornando mais próximas as almejadas Utopias. Porque não faltam ainda testemunhas diretas ou indiretas do então sucedido, alguns jornais franceses vêm-nos procurando para partilharem connosco tais memórias.
Foi o que sucedeu com a escritora Anne Ernaux, então a viver longe da capital já que estava colocada como professora numa vila alpina. Ao Libé ela confiou as recordações desses tempos de equacionamento de todas as supostas certezas, mas sobretudo revela um otimismo fundamentado no futuro que, a nossa geração, já provavelmente não verá: “a revolução que vier a acontecer - porque mantém-se a opressão, aumentam as injustiças e desejo de uma outra vida alternativa! - não se extinguirá e assumirá outra forma, ainda inacessível à nossa imaginação”. Mas que virá é que têm por certo não só a escritora, mas também muitos dos que dela partilham tal otimismo. Como é o meu caso.

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