quinta-feira, 25 de abril de 2019

Tricas menores, mas a que convém estar atento!


Esta comemoração da Revolução de Abril trouxe duas tricas, que não valem mais do que isso! , embora denunciem a persistente tentativa de retrocesso por quem a rejeitam.
A primeira teve a ver com o convite endereçado pelos organizadores do Fórum Jurídico  de Lisboa a um ministro brasileiro, tristemente mediatizado pelo inequívoco comportamento fascista. Em vésperas da data mais querida dos portugueses por lhes constituir sinonimo de Democracia, de Liberdade, essa presença só pode ser lida como indesculpável provocação. E o biltre comportou-se como decerto pretendiam quem o trouxe à festança.
Foi lamentável que só José Sócrates tenha reagido, demonstrando ser filho de boa gente, e pior ainda, que Augusto Santos Silva se tenha sentado e deixado fotografar ao lado do biltre. Por muitas razões diplomáticas, que possa alegar em defesa do gesto, não pode ignorar o quanto ele indignou uma significativa maioria de portugueses para quem essa imagem constitui inesquecível agravo. Após ter secundado uma parte da União Europeia no reconhecimento da marioneta de Trump como presidente de um país, que tem um outro legitimado pelo voto do seu povo, pode-se considerar que o ministro dos Negócios Estrangeiros já conheceu melhores dias.
Os noticiários não contemplam apenas esse motivo de sobressalto. Também contam que os fascistoides lusos, mascarados com coletes amarelos - porque não lhes sobra esperteza para  criarem outras simbologias, que não as imitadas além-Pirenéus -, irão «manifestar-se» esta tarde no Terreiro do Paço, voltando a agitar o papão dos cem mil aderentes que dizem ter nas redes sociais. É claro que repetirão o flop de semanas atrás, quando arregimentaram à sua volta mais jornalistas do que quantos latiam. Mas essa gente repelente continua a fazer trabalho de sapa para vir a ser reconhecida como incómoda, garantindo o tal quarto de hora de notoriedade a que se julgam com direito.

1 comentário:

  1. Presumo que o Jorge Rocha não se refira ao Governo de um tal Maduro, que suspendeu um Parlamento eleito democraticamente para o substituir por uma dita Assembleia Constituinte, pois não? É que nesse caso, isso calha de ter um nome, e chama-se golpe de Estado...

    É curioso, mas eu pensava que o MNE não tinha uma política em relação à Venezuela, quem a tem é o Governo Português, presidido por um tal de António Costa... Como se Santos Silva pudesse fazer o que quer que fosse à revelia dos seus pares e do Chefe do Governo...

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