quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Quem pode servir de interlocutor a Costa para discutir o que será o futuro do país?

Ontem foi o dia em que, escusando-se a dizê-lo cara-a-cara, Marcelo teve a cobardia de mandar as «fontes de Belém» proclamar o seu desagrado com as palavras de Francisca Van Dunem, que se limitara a repetir o que fora dito por Joana Marques Vidal a respeito do que deve ser a permanência de um Procurador Geral da República no cargo. Se a titular em causa assim o disse e repetiu sem suscitar estados de alma em quem quer que fosse, porque será que as direitas levantaram um coro tonitruante sobre o assunto e Marcelo seguiu-lhes no encalço com a sua manhosa reação?
Enfim! Sobre o carácter (ou a falta dele) do Presidente vamos tendo quase diariamente provas  atrás de provas da sua ambígua natureza.
Melhor seria que Marcelo atinasse no seu discurso de Ano Novo e concluísse não ser o país, quem precisa de se reinventar, porque disso se vai encarregando o Governo e a maioria parlamentar que o apoia. Seria preferível, que ajudasse o seu partido a encontrar melhor solução do que os dois estarolas, que estão a converter a atual campanha interna numa tragicomédia em que os argumentos de um e de outro, ora se revelam risíveis, ora assustam no quanto significam para quem pudesse deles ser vítima: os reformados no caso de Rio, a generalidade da população se fosse Santana a confirmar a total falta de qualidades, que já revelou em 2004.
Como voltei a ter em conta (por quanto tempo?) o que escreve Manuel Carvalho li-lhe no «Público» o suspiro de alívio: "O pesadelo do PSD está quase a chegar ao fim". Só que não sei porquê esse desconsolado bálsamo! Se até agora, com Passos & Cª tudo foi mau de mais para ser verdade, com Rio ou com Santana as melhorias serão poucas ou nenhumas, porque quer um, quer outro, não têm uma Visão de futuro para o país, e por isso condenam-se a viver dos casos levantados pela (des)informação publicada e audiovisual para dela se aproveitarem e fingirem que existem. Bastou ver o último debate parlamentar em que António Costa propunha discutir o que será o futuro do país a médio prazo. Quem da bancada das direitas aceitou o desafio e disse algo que tivesse a ver com tal matéria?
Perante indicadores económicos e sociais, que justificam contínuos aplausos à governação resta às direitas enlearem-se nos labirintos da sua desesperada busca de uma identidade perdida.
A realidade é que até na ida aos mercados  para se financiar a República portuguesa vai conseguindo bater records sucessivos com bancos e fundos de pensões a substituírem-se aos especuladores como maioritariamente interessados em tais operações. E isso cala de vez quem andava a dizer raios e coriscos sobre os investidores estrangeiros acaso as esquerdas convergissem num projeto comum para erradicar ad eternum as direitas do poder! 

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