quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Da política atual com poetas de permeio!

O anúncio do investimento da Google em Portugal parece ser o primeiro de outros subsequentes relacionados com as mais avançadas tecnologias da atualidade, que transformarão o país no exato contrário do que pretendiam as direitas: em vez de fabriquetas chungas do tipo das que, no Sudeste Asiático fabricam roupa em série para as mais conhecidas insígnias de roupa ocidentais - e onde os direitos e remunerações de quem trabalha são reduzidas a mínimos inadmissíveis - perspetiva-se uma economia baseada no conhecimento e na investigação. Legados de Mariano Gago na Educação e de António Costa enquanto esteve à frente da Câmara Municipal de Lisboa e convenceu os responsáveis da Web Summit a instalarem-se entre nós.
Esboroa-se assim a tese de Passos Coelho e de outros dos seus comparsas quanto à impossibilidade de atrair investimento de qualidade com comunistas e bloquistas a formarem com os socialistas a atual maioria parlamentar. Uma boa razão para António Costa reafirmar o que é desejado por muitos militantes do seu partido: estando bem acompanhado pelos apoiantes parlamentares, nenhuma razão existe para mudar de companhia. Até porque Rui Rio não deseja uma sociedade muito diferente da pretendida por Passos Coelho: um país em que, à medida dos tempos idos, se converta num tal diminutivo, que juízinho é que seja preciso. Como dizia o Alexandre O’Neill…
Ora nós queremo-nos irreverentes, imaginativos, capazes de sair da lógica dos que foram feitos em ceroulas. E aqui cito o poeta Ary!

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