quinta-feira, 4 de junho de 2020

As barracas da tia Jonet


1. Obviamente que a minha leitura da entrevista de Isabel Jonet ao «Público» durou o tempo necessário para virar de página, limitando-se a breve segundo, mas o que aí é salientado como expressão mais relevante diz o bastante sobre a criatura: “Voltou a haver barracas em Lisboa”. Ou seja: dantes (presume-se que no tempo de Passos Coelho) não existiam barracas, mas agora, com António Costa como primeiro-ministro, essa passou a ser a nova realidade.
Será preciso acrescentar mais algum argumento para justificar o facto de não contribuir com um único cêntimo para as tretas do dito Banco Alimentar? A tia Jonet que vá fazer caridadezinha para a freguesia dela, que nesta não encontra qualquer acolhimento...
2. Tenho aqui publicado posts  sucessivos sobre as dúvidas, que me merecem as classes dos juízes e procuradores cuja probidade é, frequentemente, confrontada com alguns casos demonstrativos dos seus preconceitos ideológicos (como esquecer o nome de Neto de Moura relativamente a casos de violência doméstica) ou interesses financeiros (o conhecido amigo de Carlos Alexandre, que foi julgado por corrupção).  Estarão por explicar, por exemplo, os arquivamentos de casos mais do que duvidosos como os da compra dos submarinos por Paulo Portas ou do Pavilhão Atlântico pelo genro de Cavaco.
Estranhamente o governo tem-se mostrado temeroso em aprovar legislação, que previna a tentação de tais classes e a dos deputados em deixarem-se envolver em casos de corrupção. Razão porque o Greco, organismo do Conselho da Europa, condene Portugal por não vislumbrar no Pacote da Transparência aprovado pela Assembleia da República, as medidas adequadas a essa prevenção.
Acaso elas sejam realidade, veremos provavelmente a Justiça mostrar-se menos zarolha do que se revelou nas décadas mais recentes e um vigarista como o que se encontra na extrema-direita do Parlamento a trocar a cadeira parlamentar por outra bem menos confortável.
3. Muito positiva a eleição da primeira afroamericana como presidente da câmara da cidade de Ferguson, conhecida pelo crime de 2014  perpetrado por um racista contra manifestantes, que se tinham organizado contra uma concentração de extrema-direita, implicitamente apoiad por Trump.
Imagina-se o quanto esses execráveis biltres estarão a roer-se de raiva perante mais uma derrota nos seus planos quanto a uma América suprematista apenas habitada por brancos.
4. Tempos difíceis, igualmente para Boris Johnson, que apostou no Brexit e vê o Reino Unido excluído do programa europeu de recuperação das economias dos 27 e está prestes a perder a colaboração de Dominic Cummings, o verdadeiro mentor das suas políticas, já que a sua alourada cabeça não revela dotes de inteligência bastantes para uma estratégia consistente. Os sinos aprestam-se a dobrar pelos conservadores ingleses, que terão conhecido exagerado proveito eleitoral com a rutura em relação ao continente e se preparam para colher os apodrecidos frutos de tal colheita.
5. Incompreensivelmente o Conselho de Administração do Hospital Garcia da Orta e o seu diretor clínico ainda não foram demitidos...

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