19 milhões de euros por dia é o que se perspetiva como valor dos apoios da União Europeia a Portugal para corresponder aos desafios económico-financeiros decorrentes desta crise sanitária. Ou seja, em sete anos, entrará nos cofres do Estado metade do valor dos apoios recebidos desde a adesão à então CEE. O que poderá desiludir as direitas quanto ao que poderiam almejar: se há nove anos valeram-se do abandono europeu ao governo de José Sócrates, e da conivência do Bloco e da CDU, para o derrubarem, quando estava a levar em cheio com os efeitos da crise iniciada com os subprimes norte-americanos, agora bastará a competente gestão desses fundos pela equipa ministerial liderada por António Costa para verem o acesso ao tal pote como uma improbabilidade certa. Porque a capacidade de devolver aos portugueses a confiança reconquistada nos últimos quatro anos e meio bastará para manter as direitas nas primeiras páginas por causa das suas antropofágicas crises.
Sinal complementar dessa perspetiva positiva foi a queda da taxa de juro da dívida soberana portuguesa a dez anos para uma percentagem inferior a 0,6%. O que significa a relativa facilidade com que o governo poderá manter a dívida controlada enquanto se vai financiando nos mercados.

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