domingo, 10 de dezembro de 2017

As práticas difamatórias da TVI

No raspar do tacho para ver se ainda dele se pode conseguir alguma coisa, que substitua a mais do que esgotada novela em torno dos incêndios ou do desaparecimento do material militar de Tancos, a TVI foi buscar um suposto envolvimento de Sonia Fertuzinhos com uma associação onde a gestão dos dinheiros é mais do que nebulosa. Muito embora a deputada socialista tenha julgado esclarecida o seu não envolvimento no caso, a «jornalista» da TVI Ana Leal - não esqueçamos que era uma das mais diletas colaboradoras de Manuela Moura Guedes! - explorou essa ligação enlameando a reputação da difamada. Na realidade a deputada terá aceite a deslocação para participar como convidada numa conferência cuja organização - como lhe cabia fazer! - terá pago todas as despesas à associação em causa que, ao contrário do afirmado na reportagem, não teve qualquer encargo com tal iniciativa. Não houve, pois, qualquer fundo de verdade na sugestão de haver políticos socialistas a passearem-se por esse mundo fora com despesas pagas a partir de um orçamento, que deveria servir para o apoio a doentes com doenças incomuns.
Para a estação cuja direção da informação continua confiada a Sérgio Figueiredo - também não esquecer que foi quem «despediu» acintosamente o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto santos Silva, quando ali produzia comentário político - todos os argumentos são bons para manter acesa a guerra contra o Partido Socialista. Razão para ainda dele podermos esperar pior se a TVI acabasse entregue à Altice e servisse de arma de arremesso contra um governo cujo líder já evidenciou no Parlamento o escasso apreço, que ela lhe merece…
Não deixa de ser curioso o afã com que as várias televisões exploram pistas mais do que ténues de situações que possam envolver a maioria parlamentar e insistam em esquecer casos bem mais consistentes como o são a Tecnoforma, o caso dos vistos que envolve Miguel Macedo e Marques Mendes ou as tentativas dilatórias  de Duarte Lima para adiar o mais possível o regresso à pildra!

2 comentários:

  1. Sou simpatizante, votante e apoiante do PS e do actual governo e não concordo com a crítica ao trabalho apresentado pela jornalista da TVI. Lamento imenso que uma deputada do PS, que é casada com o ministro do Trabalho Segurança Social, cujo ministério subsidia anualmente, em mais de 800 mil euros, uma associação privada aceite viajar com esta organização para participar numa conferencia com as despesas pagas, sem se inteirar quem pagou as despesas- Isto são factos que a própria Sonia Fertuzinhos não desmentiu. É no mínimo ser muito distraída e eticamente inaceitável.
    José Neves

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  2. Senhor José Neves, a Sónia Fertuzinhos já veio dar explicações sobre o caso, ela foi perentória,não viajou *as custas da Raríssimas, ela viajou às custas da organização sueca do evento.

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