quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Uma atitude emotiva, uma correção racional!

Há dias surgiu-me no facebook a proposta de uma manifestação em Belém para exigir de cavaco silva a atitude de condecorar José Sócrates, o único primeiro-ministro, que não mereceu essa distinção desde o fim do PREC.
Muito naturalmente e porque pensei prioritariamente na necessidade de confrontar cavaco com a sua mesquinhez, logo coloquei um «vou» para essa tomada pública de posição, ciente da necessidade dela contar com muitos participantes e agastar tanto quanto possível aquele que nunca conseguiu que Boliqueime saísse dentro de si.
Agora, perante a missiva assinada por Ascenso Simões a apelar ao inquilino de Belém para que dignificasse a sua função com o reconhecimento de Sócrates, Augusto Santos Silva veio manifestar a sua discordância com argumentos mais do que pertinentes:
1. Finalmente, uma divergência política seriíssima entre os socialistas! Ascenso Simões pergunta ao Presidente da República por quanto tempo mais vai deixar José Sócrates na posição de único primeiro-ministro da democracia constitucional por agraciar com a Ordem do Infante. Capoulas Santos diz que é melhor ele continuar assim.
2. Estou ao lado do Capoulas e contra Ascenso. Tão contra que até quero dirigir também uma mensagem aberta ao PR:
3. "Senhor Presidente, não dê ouvidos a Ascenso. Não se deixe pressionar. Não condecore Sócrates.
4. É que ele não merece tamanha nódoa no seu currículo.
5. Haverá certamente, dentro em breve, um Presidente merecedor da honra de condecorá-lo".
Vejo-me, pois, obrigado a corrigir a minha opinião inicial: se Sócrates recebesse a condecoração das mãos do mesmo homem, que aprovou pensões para pides e a negou à viúva de Salgueiro Maia, só se desqualificava. De facto, depois da vitória nas próximas legislativas, será crível que o próximo presidente tenha qualidades de estadista, que faltam notoriamente a cavaco. E até podemos aspirar que tenha as qualidades humanas de um António Guterres, se entretanto não for ele o escolhido para suceder a Ban-Ki-moon na ONU.
Ora fará toda a diferença receber tal consagração das mãos de um político, que tem ganho grande respeito internacional pela ação em prol dos refugiados de todo o mundo, em vez de se obrigar a sorrir para quem ficará para a História como o pior Presidente da República do Portugal democrático!

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