quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Se não fosse uma questão de ideologia diríamos tratar-se de incompetência!

Semana após semana o fracasso da colocação de professores não sai das notícias da imprensa escrita ou dos telejornais. O ano letivo já começou há praticamente mês e meio e milhares de alunos continuam sem aulas a uma ou várias disciplinas. O que não leva nuno crato nem a sua equipa a retirar a conclusão que todos consideram lógica exceto a ele e a passos coelho.
Perdurará por muitos anos o sucedido nestas semanas por exemplificar à saciedade a incompetência de uma direita que tanto criticou os governos de José Sócrates e se mostra incapaz de sequer organizar administrativamente uma das mais comuns tarefas exigíveis a quem tem por incumbência fazer funcionar as instituições do Estado. Tivessem uma parcela, mesmo que ínfima, da capacidade dos elencos ministeriais do governo anterior e nada de semelhante sucederia!
Estes têm sido, pois, anos pródigos em fazer cair uns quantos mitos criados por quem trabalha para quem detém a propriedade da comunicação social: depois da queda dos «donos disto tudo» ou dos «gestores de génio», que tão elogiados eram na imprensa económica, é a direita no seu todo que, mediante os exemplos na Educação e na Justiça, demonstra não merecer que se lhe volte a entregar a condução do país.
Porque, ainda está paula teixeira da cruz a queixar-se de lhe terem ido ao «citius» e já novo caso comprova a sua mediocridade: uma juíza do tribunal de Aveiro veio derrubar o decreto-lei do governo, que suspendia os prazos processuais enquanto durassem os problemas com a sistema informático, já que a Constituição ordena a sua aprovação pela Assembleia da República. Apenas se tivesse recorrido à solicitação de uma autorização parlamentar para avançar com esse decreto-lei é que ele seria válido. Quer isto, pois, dizer que muitos processos prescreverão devido à paralisia da Justiça durante várias semanas por sua exclusiva responsabilidade.
Mas dos juízes continuam a sair decisões mais do que controversas, como a absolvição agora definida para os arguidos do caso Bragaparques.
Se durante um par de semanas ainda houve quem imaginasse uma Justiça forte a castigar quem aparentemente se servira de cargos políticos para favorecer os amigos, esta decisão veio na linha do que se desconfia: os tribunais parecem zarolhos ao condenarem com penas por muitos tidas como absurdas, quem está conotado com o Partido Socialista e assegurando a impunidade de  quem praticou atos lesivos para o erário público quando exercia cargos em representação dos partidos da direita.

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