Na recente cimeira do G7, Joe Biden passou a mão pelo lombo de Olaf Scholz, mimando-o como se se tratasse do seu mais recente e dócil animal doméstico.
Ao olhar a cena, e comparando-o com a medíocre, mas afortunada Angela Merkel, que beneficiou de um conjunto muito favorável de fatores, para ser incensada como política de exceção - algo que muitos dos pretéritos admiradores começam a questionar -, perguntei-me se o atual chanceler alemão estará confortável na camisa de forças em que se vê tolhido. É que, doravante, não poderá contar com o acesso à energia barata vinda da Rússia, terá de investir em despesas militares como o país não fizera desde a Segunda Guerra Mundial, e verá dificultadas as exportações para os mercados russo e chinês, que pareciam não conhecer limites.
Se não gripar a máquina alemã terá de se acomodar a velocidade bem mais reduzida. Com o que isso implica para a que tem sido a locomotiva da economia europeia.
Os burocratas de Bruxelas enfrentam dilemas para que não têm fáceis soluções.
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