terça-feira, 23 de novembro de 2021

Futebolices, mitomanias e outros desfasamentos

 

1. O poeta António Osório, falecido na semana passada, chegou a escrever um ensaio sobre o futebol, que apreciava enquanto espetáculo desportivo, mas o desgostava por tudo quanto a ele se associava, enquanto hábil manipulação de quem deveria preocupar-se mais com a defesa dos seus direitos e menos com as vicissitudes de casos ocorridos dentro do campo ou fora dele. A verdade é que já não estamos a falar de um desporto, mas de uma “indústria” gerida por gente corrupta e sem qualidades, porém promovida a uma importância, que nunca deveria recolher. Olhando para a generalidade dos dirigentes e agentes desportivos não sobram dúvidas quanto ao seu exclusivo interesse em se servirem dos clubes para satisfazerem os seus interesses pessoais, muitos deles acobertados pelos paraísos fiscais e outras manigâncias, que nos devem indignar.

Pela parte que me toca há muito tempo, que não perco um minuto  de atenção num qualquer jogo de futebol, seja ao vivo, seja via televisão. Porque tudo aquilo cheira a coisa muito pouco limpa.

2. Do coio em que se esconde João Rendeiro garantiu equívocas audiências à novel CNN Portugal (mas com indisfarçável cheiro a mofo por aparentar à mudança das moscas, mas tudo ficar na mesma!) ao anunciar uma ação contra o Estado português pedindo trinta milhões de euros de indemnização. Megalómano, próximo da mais exacerbada mitomania, ele é só mais um dos «génios», em tempos promovidos pela imprensa económica, que acabaram, mais tarde ou mais cedo, desmascarados quanto aos seus efetivos talentos e até a contas com casos de justiça.

3. Flop crescente também o de Mário Nogueira  e da sua federação sindical, que decretou a greve às horas extraordinárias nas escolas e ninguém cumpriu logo no primeiro dia. Ligando esse facto aos discursos de Jerónimo de Sousa por estes dias comprova-se que os comunistas andam com um inquietante desfasamento em relação á realidade. E que bem fariam em seguir os conselhos de Manuel Loff quando, no «Público», escreve sobre a ascensão das extremas-direitas em França ou no Chile, que justificam aprofundada reflexão.

Sem comentários:

Enviar um comentário