terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A incompatibilidade do direito à Saúde com as regras do capitalismo selvagem

Um bom exemplo do que caracteriza a atualidade e implica a urgência de um novo paradigma na ordem económica mundial é o que se passa com as bactérias ultrarresistentes aos antibióticos mais avançados com sucessivas notícias de mortes em ambientes hospitalares ou laboratoriais.
A utilização intensiva de antibióticos na indústria alimentar com muita da carne, que consumimos a conter esse tipo de medicamentos, está a fragilizar a capacidade da população em resistir a bactérias outrora combatidas facilmente com os meios de então.
Para agravar este cenário a indústria farmacêutica deixou de canalizar recursos financeiros para a investigação de novos antibióticos por alegar a irracionalidade financeira de investir em produtos rapidamente condenados à obsolescência devido à rapidez com que as bactérias os estão a superar.
Segundo o cientistas o futuro próximo já se caracterizará por inúmeras mortes causadas por doenças, que julgávamos irrelevantes por serem facilmente controladas pelos recursos da medicina.
O que tudo isto atesta é a falência de um capitalismo que, quer na produção de alimentos, quer na forma como privatizou quase toda a economia sem a preocupação de manter no Estado tudo quanto significasse a satisfação das necessidades básicas das populações. E a Saúde enquadra-se obviamente nesse âmbito.

1 comentário:

  1. por favor, não publique.


    não me leve a mal mas o último parágrafo não faz sentido algum. se a indústria não tem lucros porque diabo vai investir nessa área? e não consta que a urss fosse melhor.

    o meu pai morreu devido a uma infecção hospitalar. pode crer que passados dez anos sofro e muito, muito mesmo.

    as infecções nausocomiais, acho que é o nome, vão continuar. mas muito faríamos se em vez de taparmos tudo à portuguesa fizéssemos o oposto. há boas práticas que não cumprimos. a primeira é a da limpeza, higiene, asseio, que médicos e enfermeiros não têm.

    vale para o público como para o privado. eu não me esqueço de que quando a minha mãe, no último mês de vida, deixou cair sopa num dos melhores hospitais privados de lisboa, na cuf, eu fui limpar e fiquei com uma porcaria preta agarrada ao papel.

    façam como os ingleses. eu vi: ponham-nos em tribunal, condenem-nos a prisão e vai ver como começam a ser menos porcos. vai ver como diminui o risco.

    ah, não vale a pena atribuir culpas às visitas. esses podem importar estirpes selvagens - mas o grande problema são as intra-hospital.

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