sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quantos desenhos precisam que lhos façam?

Não é de agora, porque há muito que o penso: estou bem mais próximo das propostas políticas do Bloco ou do Partido Comunista do que das do PSD ou do PP. Para mim o conceito de centrão não faz sentido, nem nesta momento como o diz Marcelo, nem em qualquer altura, porque defendo que se deve fazer sempre a distinção entre a carne e o peixe, nunca nos deixando aprisionar nas meias tintas.
Sobre a Caixa Geral de Depósitos julgava já nada vir a acrescentar, porque deixei bem expressas as minhas opiniões sobre a secundarização das questões de pormenor - os vencimentos dos administradores e a obrigatoriedade de mandarem as suas declarações de rendimentos para o Tribunal Constitucional - face ao que realmente importa: que a recapitalização seja um sucesso e irrepreensível a competência em torna-la no esteio de estabilidade do nosso sistema financeiro.
Depois de semanas a acompanhar a dança lançada pela música pimba das direitas, o Partido Comunista e os Verdes já se dissociaram do baile. Coisa que o Bloco não fez!
Quantos desenhos serão precisos fazer para que os seus dirigentes saibam discernir o que é importante do que é mera questão acessória?
Por ora fazem claramente o jogo das direitas!

1 comentário:

  1. a mera questão acessória foi o chumbo do PEC em 2011! também precisa de um desenho? em 2015, sabendo que a direita se preparava para acabar o que tinha começado em 2011 ( sim, seria o fim do PCP e do BE, senão mesmo do PS), com a privatização de tudo e o desmantelamento do Estado, acordaram...não digam é que não sabiam...toda a gente sabia...

    ResponderEliminar