quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Estúpido, estúpido, não direi. Mas ...

Discordo totalmente dos que costumam elogiar a sapiência dos eleitores, quando vão votar: os resultados das legislativas de domingo são o melhor exemplo da atitude incompreensível de muitos milhares de pessoas, que sentiram na pele e nos bolsos os efeitos do fanatismo neoliberal de passos coelho e de portas e deixaram-se embalar pelas histórias primorosamente contadas pelos “lobos maus” disfarçados de “avozinhas”.
Eu sei que é muito difícil resistir às falsas notícias plantadas nos jornais por hábeis spin doctors ou aos comentários sem qualquer isenção de mercenários contratados para debitarem nas televisões as mensagens destinadas a facilitar a ânsia dos mais endinheirados em que as coisas continuem a ser como são.
Num artigo recente no «Público», o jornalista José Vítor Malheiros lembrava aquela pergunta de Einstein a respeito dos militares do seu tempo, que nem sequer questionavam as consequências dos seus gestos potencialmente apocalíticos: “por que razão têm estas pessoas um cérebro, quando uma simples medula espinal seria suficiente para as suas necessidades?”
Infelizmente, no domingo passado, pudemos comprovar a completa inutilidade do cérebro em muita gente, que só o parece ter para garantir a forma canónica ao seu aspeto facial.
O desafio, que se coloca a quem deseja a transformação deste estado das coisas, é ponderar no tipo de estímulos necessários para fazer tais cérebros saírem da sua preguiçosa letargia e pensarem autonomamente começando por refutar os embustes a que têm sido tão permeáveis até aqui.

3 comentários:

  1. As mudanças devem acontecer pelo estudo, raciocino e sofrimento, sem preguiça e total dedicação

    ResponderEliminar
  2. Só me apetece dizer, que as Eleições são a maior "chachada" que a P.. da Política inventou para arranjar "tacho" para os apaniguados partidários de qualquer cor. Os "Eleitos" não querem saber de nada dos "Eleitores". Quando se apanham nos "poleiros" olham mas é pela sua "vidinha" e o resto é "paleio" para entreter os "lorpas" que os elegeram. Toda a gente sabe que o que cada pessoa pensa não é aquilo que resulta do número de votos (ainda para mais) anónimos. Que é que interessa que eu pense duma maneira, se há milhares de pessoas que pensam de maneira completamente diferente, aleatória e sem um fito definido. Portanto sou contra as eleições - pelo menos, desta forma - que não resolvem absolutamente nada. Ninguém é identificado pelas suas ideias, não podendo pois ser responsabilizado pelas asneiras que os "eleitos" cometem. No caso português, verifica-se que há 40 anos o "povo", diga-se os eleitores - só indica para o Governo pessoas que só olham para os seus interesses pessoais e mesquinhos. Para já tenho dito.

    ResponderEliminar
  3. Abraham Chévre au Lait8 de outubro de 2015 às 18:58

    Dirigentes políticos mais sagazes,comentadores mais sérios e sabedores,psicológicamente estáveis, fariam reduzir a abstenção. Missionários ou pregadores terão de ser reciclados,já ninguém os atura...

    ResponderEliminar