terça-feira, 20 de outubro de 2015

A anunciada derrota do ministério público

1. A sonegação à Defesa de José Sócrates de 80 páginas da documentação, que a Procuradoria Geral da República estava obrigada a entregar segundo o acórdão do Tribunal da Relação, é apenas mais um episódio da catadupa de casos verificados com este processo desde o seu início. Por muito que joana marques vidal, amadeu guerra e rosário teixeira se venham futuramente a justificar, tudo aponta para uma sucessão inaceitável de prepotências para com um arguido a quem não conseguiram sequer entregar uma acusação digna desse nome. Os direitos à presunção de inocência e à defesa do bom nome foram sucessivamente violados por uma Acusação, que aparenta ter imaginado uma teoria e, depois, a quis demonstrar com uma investigação, que a ia sucessivamente refutando.
Em novembro de 2014 muitos comentadores previram que a Operação Marquês iria definir uma de duas possibilidades: ou o ministério público se reforçava mediante a capacidade para inculpar substantivamente o antigo primeiro-ministro ou desqualificar-se-ia com o seu rotundo fracasso. Os sucessivos sinais, que vão sendo emitidos pelos diversos agentes no processo fazem prever, cada vez mais, a segunda possibilidade.
Na notícia mais recente temos José Sócrates a exigir ser novamente ouvido pelo ministério público depois de consultar o processo. É que, se o mantiveram agrilhoado com as medidas de coação mais pesadas, que o impediam se fazer jus à fama de “animal feroz”, novamente em liberdade, quem poderá resistir à determinação com que exigirá que seja feita justiça?
O que levantará, inevitavelmente, uma questão pertinente: como é que José Sócrates poderá ser devidamente indemnizado por toda a campanha, lançada pela sórdida coligação entre a Acusação e alguns jornais e televisões?
Não sendo justo que sejam os contribuintes a pagar o custo do comportamento indecoroso da Acusação e de tais veículos de desinformação, será plenamente justificável que sejam estes a arcar com as consequências das suas opções editoriais.
Como em tudo quanto se relaciona com o interesse público - mormente ao de ser corretamente informado em vez de manipulado - a culpa não pode morrer solteira. E o poder legislativo deverá criar condições para que algo de semelhante não possa voltar a ocorrer...
2. A notícia do record de produção de eletricidade por meios eólicos foi mais uma confirmação da justeza das políticas defendidas pelo governo de José Sócrates quando se apostou nas energias alternativas como forma de reduzir o mais possível o recurso à importação de hidrocarbonetos e de gás natural, conseguindo-se limitar o peso das importações e potenciar a redução das emissões de gases nocivos para a nossa atmosfera.
A pouco e pouco as estratégias lançadas para dinamizar a economia nacional, e abandonadas logo que passos & Cª chegaram ao poder, vão comprovando a sua importância. E o mérito de quem as promoveu...

5 comentários:

  1. Sejamos claros: Sócrates é o melhor 1º Ministro de Portugal,desde o marquês de Pombal. É fácil demonstrá-lo. E seria o melhor candidato a Presidente da República: tem carácter,carisma,mundo e conhecimento da vida real que mais ninguém tem. Pensemos na Miss Laca, ou no comentador frenético, alvo de um boato maldoso que o quer condenar por Génio.Marcelo teve princípios: ser,na pia do baptismo, apadrinhado por Caetano,deu para ganhar,pelo menos,os folares... que se vá folar,portanto. A Miss Laca podia fazer carreira num túnel de vento,testando as diversas potências das gomas costituintes da laca própriamente dita. Que vão, os dois, para onde não haja palha nem grão!!!

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    1. Sócrates tem potencialidades para qualquer lugar, mas vamos ser claros. Depois de Cavaco ficou demonstrado que qualquer Tiririca melhor ou pior pode ocupar o lugar. Sócrates seria assim um desperdício, porque o País precisa dele como primeiro ministro.http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2015/09/comparando-governo-de-socrates-e-passos.html

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  2. Indubitavelmente, Sócrates tem todas as condições políticas e humanas para ser Presidente da República. Ninguém poderá dizer que Ele não foi o melhor 1º. Ministro de Portugal

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  3. Subscrevo o texto do "post" e relembro a recente decisão "coxa" deste (ainda) Governo de transformar o aeródromo militar do Montijo num 2º Aeroporto de Lisboa. Mais uma vez Sócrates tinha razão quando quis avançar com o novo Aeroporto de Lisboa. E quanto ao TGV também já lá andam perto. Infelizmente é assim, o Marquês de Pombal, a quem devemos, entre outras obras para séculos, a Avenida da Liberdade em Lisboa, também foi preso por fazer "obras megalómanas".

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  4. As grandes medidas de fundo de Sócrates estavam - e estão- todas correctas. Alguns erros terá cometido, mas todos somos falíveis.
    Agora diferente e para o mau é tudo o que este des-Governo fez. O adiamento do novo Aeroporto de Lisboa depois de ter alienado a ANA e o próprio aeroporto é uma estupidez que se pagará caro no futuro, e já se está a pagar agora..
    Agora o mais grave a prazo mais curto tem a ver com o TGV. O adiamento "para sempre" como de forma idiota, Passos Coelho, anunciou ao País, e a repetição durante a campanha desta deprimente pérola, dizendo que "os Portugueses não comem TGV" é o mais grave erro que se poderia ter cometido e terá impactos fortíssimos na nossa economia
    . O grosso das nossas exportações para a Europa segue por via férrea rumo a Espanha que vai levantar todas as linhas em bitola Ibérica a partir de 2016. Ou seja, ficam apenas com a bitola Europeia
    E o que é a bitola Europeia? A bitola TGV, precisamente, pois então.... Espanha já disse, que NÃO VAI investir em plataformas de transbordo em Badajoz. Ou seja, das duas uma: ou fazemos e depressa a linha de bitola europeia, ou temos de investir numa mega plataforma de transbordo em Elvas para descarregar 10 km mais à frente...
    , A alternativa é ficarmos como uma nova Albânia, curiosamente não pelas mãos de comunistas ortodoxos, mas pela mão de um visionário palermóide----- :(

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