segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

POLÍTICA: Vêm aí os Bárbaros!

Nunca me iludi com a natureza “redentora” das Primaveras Árabes, nem fui dos que me regozijei com as mortes terríveis de saddam hussein ou kadhafi. Mesmo tendo presente o facto de, nem um, nem outro, serem “meninos de coro”, tinha a noção de não virem a ser substituídos por gente substancialmente mais democrática.
Os resultados vêem-se hoje em dia: um país como o Iraque, aonde existia algum respeito por quem tinha religião diferente (judeus, cristãos), ou pelos direitos das mulheres, está a caminho de imitar Somálias e Sudões como Estados falhados, como o comprova a tomada da cidade de Faluja pelos grupos ligados à Al-Qaeda.
Existisse um Tribunal tipo Nuremberga para julgar os responsáveis pelos muitos milhares de mortes decorrentes da invasão do Iraque em 2003 e george w. bush, tony blair, aznar e durão barroso seriam muito justamente condenados.
Só agora, in extremis, é que a Europa e os EUA parecem ter aprendido alguma coisa com o seu intervencionismo estúpido em prol do terrorismo islâmico, permitindo assim que Assad vá recuperando regiões e esmagando cidades com pouca resistência, de forma a manter uma Síria onde outras confissões, que não as muçulmanas,  tenham liberdade e as mulheres não sejam obrigadas a esconder-se sob tchadores.
Mas essa capacidade para ver os Bárbaros a chegarem às suas muralhas e facilitar-lhes a invasão é muito típica da classe dirigente, que continua a governar(-se) para o presente sem vislumbrar os riscos em que ela própria incorre. E isso é válido para o crescimento inquietante da extrema-direita na Europa e nos EUA (com o Tea Party), que obamas, merkels e hollandes andam a propiciar com politicas direcionadas para os mercados em vez de se preocuparem com as pessoas.
Não admira que elas se iludam com as ilusórias promessas dos novos átilas!


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