segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

POLÍTICA: um negócio «branquinho»?

Tendo escapado à vaga de despedimentos, que afetou ultimamente o «Público», José António Cerejo prossegue os seus rigorosos trabalhos de investigação sobre casos de corrupção em Portugal, devendo-se-lhe muitas das denúncias públicas sobre algumas mafias, que se julgam com direitos absolutos no abocanhamento dos dinheiros públicos para seu benefício exclusivamente pessoal e ainda vêm arrogar-se da pose de «virgens ofendidas» quando os acusam de agirem contra os interesses da maioria dos seus concidadãos.
As quatro páginas hoje publicadas sob o título de «Agostinho Branquinho ganhou concurso para o programa de Relvas que está a ser investigado pelo MP» devem ser lidas com a maior das atenções, mas aqui fica um resumo do artigo do José António Cerejo, que deverá ser do conhecimento da mais ampla maioria dos portugueses.
· O Programa Foral fora criado com fundos europeus para promover a formação profissional dos funcionários autárquicos e era gerido por miguel relvas, secretário de Estado da Administração Local de durão barroso;
· Parte substancial desse negócio de formação profissional entre 2002 e 2004 - atualmente a ser investigado pelo Ministério Público e pelo gabinete da luta antifraude da Comissão Europeia - foi parar às mãos da Tecnoforma, cujo administrador era passos coelho;
· A promoção do Foral foi adjudicada, no valor de 450 mil euros, em 2002 à empresa NTM, que era propriedade de Agostinho Branquinho, atual secretário de Estado da Segurança Social, e que, pouco depois contaria com Aguiar Branco como presidente da assembleia geral;
· No concurso público internacional, que deu o contrato à NTM, foram excluídas outras propostas por alegada insuficiência financeira. Entre elas a da gigante Mc Cann Erickson Portugal, que faturara 52 milhões de euros em 2001 em comparação com um décimo desse valor, que a NTM vendera nos três anos anteriores;
· Apesar de o concurso ser formalmente da responsabilidade das CCDR, quem assumiu o controlo de todo o processo, foi miguel relvas, através do seu chefe de gabinete paulo nunes coelho e da sua adjunta susana viseu.
· Já com o atual Governo, paulo nunes coelho foi chefe de gabinete do secretário de Estado do Ordenamento do Território entre 2011 e Fevereiro deste ano, e em julho foi nomeado adjunto de marco antónio costa, dias antes deste deixar o Governo para se tornar coordenador nacional do PSD e ser substituído por Branquinho.
· susana viseu é desde 2007 administradora do grupo Fomentinvest, liderado por ângelo correia, do qual passos coelho também foi administrador, desde o tempo em que trabalhava na Tecnoforma até ir para o Governo.
· Nos três anos de vendas antes de 2002 a NTM tinha como principal cliente a Associação Empresarial de Portugal (antiga Associação Industrial Portuense),  na altura administrada por couto dos santos, o atual deputado do PSD e presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República de quem agostinho branquinho foi adjunto entre 1986 e 1988.
· Outros clientes de referência da NTM eram as câmaras de Vila Nova de Gaia e de Valongo. A primeira era presidida por luís filipe menezes e a segunda tinha como vice-presidente marco antónio costa, o homem que branquinho substituiu em Julho como secretário de Estado da Segurança Social.
· Quanto à equipa da NTM, a coordenação era assegurada pelo próprio branquinho e, logo abaixo, por ana santana lopes, irmã de pedro santana lopes, então vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e presidente da Câmara de Lisboa.
Perante todas estas evidências só se pode esperar que o Ministério Público cumpra devidamente a sua função.


3 comentários:

  1. O Ministério Público, fazer o quê?
    Ir contra a sua natureza de órgão da super estrutura política?
    Fazer haraquiri?
    Esqueçamos.

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  2. Este senhor, que para ser senhor só mesmo roubando os outros, é um mentiroso, que mente com quantos dentes tem na boca, e passo a explicar: A Segurança Social assinou um protocolo com o Ministério da Educação em Outubro do ano passado para a reforma da Educação Especial e para facilitar o enchimento dos bolsos de entre outros de pessoas como este "senhor", que cedem a verdadeiros lobbyes na área da Educação Especial os quais são beneficiados as IPss s criadas exclusivamente para sorver dinheiros do estado e ajudar compadrios. Assim, depois de muita contestação pública de associações que defendem os interesses dos pais e destas crianças e jovens com deficiências que necessitam de apoios especializados que não lhes são atribuidos nem por hospitais, centros de saúde ou escola, este magano (claro eufemisticamente) reúne no dia 12 de Maio com a Associação de pais destas crianças e promete-lhes que nenhuma criança será privada deste apoio, mas em troca faz calá-los e faz com que se comprometam a não fazer mais manifestações até finais de Maio (convenientemente que assim já passaram as eleições europeias), reiterando esse compromisso do estado, repito do estado, no dia 13 de Maio em plena Comissão parlamentar da Segurança Social. Dias depois, já no inicio de Junho deste ano (2014 á 3 dias) diz que tudo vai ficar como está e arrogantemente diz que estas crianças não precisam de apoio (estamos a falar de crianças com deficiências desenvolvimentais graves), e que o compromissi de honra já não vale nada?
    Que governo é este que rouba a crianças deficientes ? Já não basta os compadrios e de negócios escuros?
    Sou mãe de uma criança que perdeu a Terapia da Fala este ano, que recebo 500,00 Brutos e ainda faço descontos dele, pago casa, alimentação, e pago a Terapia da Fala no valor de 280 Euros Mensais. E tenho que viver assim..

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  3. Para provas do Comentário anterior por favor consultem, e se possivel façam uma reportagem para toda a geste saber o que se está a passar de modo a descobrirem a verdade:
    Facebook - ANEAE
    Facebook - APACJNAE

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